Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

VisaNet: tem caroço nesse angú!


Analisando a reportagem que hoje li no Valor Econômico - nenhuma novidade para quem acompanha o mercado- há uma oficialização, pela 3ª ou 4ª vez do lançamento de ações da VISANET. Fico me perguntando, quando o mar estava repleto de peixes e peixões, a visanet lança a idéia de ofertar ações e retira o projeto nas primeiras explanções públicas da crise subprime em meados de 2007 - projeto que era antecessor ao de seu "concorrente" a Redecard. A Redecard lançou sua IPO, e meses se anunciou a IPO da Visanet. Especulaçã, glórias e valorização das ações de bancos coligados... nada! Agora, no meio de um furacão derivado de uma bolha histórica onde quanquer respiro se abre uma luz de esperança nas fontes de lodo... vem a IPO tão esperado da Visanet.
Não se trata de uma ampliação de capital mas dos principais bancos querendo dividir sua fatia com o sedento mercado no rico mercado de cartões de crédito? Será necessária liquidez por parte destes bancos ou há algo mais no olho deste furacão que nós, mortais, não estamos sabendo? Deixo em aberto...


Visanet, líder em cartões, pretende fazer oferta bilionária em junho
A processadora de cartões de crédito e débito Visanet quer finalmente desengavetar o plano de lançar suas ações em bolsa, que teve que ser adiado no ano passado em meio ao agravamento da crise. Está tudo pronto para que a companhia faça sua oferta pública inicial em junho. O registro da oferta será feito na Comissão de Valores Mobiliários nos próximos dias.A operação terá cifras bilionárias. Segundo o Valor apurou, no mínimo R$ 5 bilhões em ações serão vendidos. Mas há indicações de que a transação pode alcançar cerca de R$ 10 bilhões e certamente figurará entre as maiores já feitas no país. O tamanho da oferta não está definido, assim como o valor da empresa e o percentual de ações a ser vendido pelos quatro sócios.O Bradesco é o seu maior acionista, com 39% do capital, seguido pelo Banco do Brasil, com 31%, e pelo Santander, que herdou a fatia de 14% do ABN Amro Real. A Visa International detém os restantes 10%. Todos os sócios devem aproveitar a operação para se desfazer de parte do seu bloco e nenhum deles sairá do capital da empresa.A oferta será 100% secundária, ou seja, apenas ações dos sócios serão vendidas. Não haverá emissão de novas ações para aumento de capital porque a empresa não precisa de recursos para crescer, a exemplo da sua concorrente Redecard, que também só fez ofertas secundárias até hoje. A última aconteceu no mês passado, quando o Citigroup vendeu a totalidade de suas ações. A operação recente da Redecard deixou claro o apetite de investidores por esse negócio, que cresce apesar da crise e está intimamente ligado ao consumo interno.
Tanto Visanet quanto Redecard são responsáveis por credenciar os estabelecimentos comerciais que transacionam com os cartões. A Visanet faz credenciamento das bandeiras Visa e Visa Electron e a Redecard, de Mastercard e Maestro.A Visanet tem uma fatia de mercado de cerca de 45% e é maior que a sua concorrente. A Redecard vale hoje na bolsa R$ 18,6 bilhões e seu valor mostrou grande resiliência em meio à crise. Ontem, suas ações valiam R$ 27,70, ligeiramente acima do preço da oferta inicial, realizada em julho de 2007, quando os papéis saíram a R$ 27.No ano passado, a Visanet processou R$ 180 bilhões em operações com cartões, com uma receita de R$ 3,2 bilhões (20% superior à de 2007). A Redecard processou outros R$ 125 bilhões, registrando receita de R$ 2,3 bilhões, 22% maior que no ano anterior

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Oportunidade no longo prazo


Oportunidade no longo prazo (Jornal Valor Econômico)

Por Alessandra Bellotto, de São Paulo 30/03/2009

A crise financeira mundial jogou na lona os ativos de maior risco como a renda variável, especialmente ações de companhias com baixo valor de mercado. Os fundos dedicados a esse nicho de empresas, conhecidas como "small caps", foram duramente afetados em 2008, com prejuízo médio de 50,89% ante queda de 41,22% do Ibovespa, segundo levantamento da consultoria Quantum. Neste ano, a categoria tem desempenho melhor, mas fraco: ganho médio de 0,98% até dia 25 ante 11,32% do Ibovespa. Apesar de não se esperar uma retomada das "small caps" no curto prazo, dificilmente o investidor vai se deparar nos próximos anos com um momento tão favorável para a compra dessas ações como o atual, apontam especialistas ouvidos pelo Valor.

Prova disso é que gestores já estão se mexendo para aproveitar as pechinchas. ALegg Mason, por exemplo, que já tem um fundo de "small caps", está preparando uma nova carteira para aproveitar as oportunidades. O Itaú, com dois fundos "small caps", acaba de lançar outras duas para comprar ações de empresas pequenas que ficaram "extremamente baratas", conta o gestor de fundos diferenciados Guilherme Rebouças.

Nesta crise, comparada à Grande Depressão de 1929, com raras exceções, poucos saem ilesos. No ano passado, a primeira linha sofreu , mas os papéis de menor liquidez foram "exageradamente punidos", afirma Rebouças. E isso nada tem a ver com os fundamentos das empresas, mas com a venda maciça de ações, a qualquer preço, deflagrada pela forte aversão a risco, explica o gestor. A maioria esmagadora dos papéis de segunda e terceira linhas estavam nas mãos de investidores estrangeiros, como "hedge funds", que foram os grandes compradores nos IPOs (oferta pública inicial, na sigla em inglês).

"No pânico, tudo o que não tinha liquidez foi prejudicado", destaca o diretor daModal Asset Management, Alexandre Póvoa. Além de os preços despencarem, o volume de negociação de alguns papéis praticamente desapareceu, acrescenta o chefe de análise da Modal, Eduardo Roche. "Se a liquidez já era um problema no 'bull market' (mercado em alta), agora, num cenário de incertezas, é um desafio ainda maior."

Na visão do analista, as perspectivas para o curto prazo não são nada animadoras. Toda e qualquer corrida para a bolsa tende a ser em direção à liquidez, diz Roche. Ele ressalta que a alta recente da bolsa até incluiu empresas menores, mas esse é um fluxo de recursos que não se sustenta pelas condições de mercado e perspectivas de resultados corporativos ruins nos dois primeiros trimestres. "Este último movimento de alta foi concentrado em papéis de maior liquidez pela facilidade para entrar e sair da posição."

Exemplo disso é a diferença entre a variação do Ibovespa, que subia 11,60% no ano até sexta-feira, enquanto o índice Small Cap da bolsa recuava 1,42%. Eduardo Favrin, diretor de renda variável da HSBC Global Asset Management, diz que o mercado está desprezando muitas boas empresas e os descontos são grandes em relação ao valor patrimonial. "Há ainda companhias que estão em setores que vão passar por consolidação."

Além disso, não se espera uma nova rodada de venda de "small caps". "A grande onda já ocorreu, podemos ver somente casos pontuais", acredita Roche, da Modal. Favrin, da HSBC, no entanto, diz que ainda há estrangeiros presos em ações de baixa liquidez, o que pode trazer uma pressão vendedora, mas pequena. Assim como há dificuldade para vender esse tipo de papel, quando o cenário apontar para recuperação o investidor vai ter problemas para comprar, alerta o executivo. "Na volta do mercado, a correção virá forte", acrescenta ele.

Para Rebouças, do Itaú, entre as alternativas, o setor de construção civil se destaca. "Olhando o longo prazo, as empresas estão baratas", diz. O juro caindo para um dígito e a participação relativa do crédito imobiliário de menos 2% do PIB revelam um potencial de crescimento grande. Isso sem contar o pacote habitacional do governo brasileiro, de R$ 34 bilhões, para estimular o segmento, cujo impacto maior será no médio e longo prazos.

Há construtoras na bolsa que caíram mais de 90% no ano passado. A MRV, uma das companhias que ganham com o pacote pelo foco na baixa renda, perdeu 74,18% no ano passado e, apesar da alta de 46% em 2009, ainda tem espaço para recuperação. Já Rossi Residencial ON caiu 83,20% em 2008 e, neste ano, recuava 1,32% até sexta-feira.

O setor de bancos médios, que foi surpreendido na semana passada com medidas do governo para baixar o custo de captação, também é mencionado por Rebouças. "Há ações, como a do Banrisul, que estão abaixo do valor patrimonial." Empresas do setor de consumo, como SaraivaDrogasil e Hypermarcas, também são apostas do Itaú.

Roche, da Modal, vê oportunidades em empresas como a Ideiasnet, que pode ter crescimento forte puxado pela divisão de rede de fibra óptica para o setor de telefonia. O papel caiu 72,48% em 2008 e mais 21,34% neste ano, até sexta. Contax, maior empresa brasileira de call center, é outra citada por Roche que, além de capitalizada, será beneficiada com as novas regras de serviço telefônico que obrigam as empresas a não deixar o consumidor esperando mais de um minuto para ser atendido.

"A história é sempre a mesma, o investidor compra quando o mercado sobe e vende quando cai", afirma Fabio Alperowitch, sócio da Fama Investimentos, gestora tradicional de "small caps". Só que esse comportamento hoje pode significar abrir mão de uma chance de ouro, destaca. Alperowitch afirma que há uma percepção equivocada no mercado de que empresas pequenas sofrem mais em períodos de crise e com restrição de crédito. Segundo ele, ao longo dos últimos dez anos, as pequenas companhias aprenderam que não podem se endividar e hoje têm uma estrutura de capital mais sólida do que muita empresa grande.

"Neste momento de crise, há um rol de empresas pequenas que não precisam de refinanciamento, são focadas no mercado doméstico e vão continuar crescendo." Ele cita o caso da M. Dias Branco, grupo do setor de massas e biscoitos, que só no quarto trimestre de 2008 viu sua receita crescer 48,2% na comparação com o mesmo período de 2007. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da empresa, porém, caíram 19,44% em 2008. Neste ano, subiam 1,57% até sexta-feira.


Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Carta aberta aos bancos brasileiros


Esta carta foi enviada ao Banco Bradesco, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direcionada a todas as instituições financeiras. Tenho que prestar reverência ao brasileira(o) que, apesar de ser altamente explorada, ainda consegue manter o bom humor.


CARTA ABERTA AO BRADESCO


Senhores Diretores do Bradesco,


Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia. Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc).


Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade. Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço..Além disso, me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro. Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco. Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito' - equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar. Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'.Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'. para liberar o 'papagaio', alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado.Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.


- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.


- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manutenção da conta' semelhante àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.


- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.


- Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.


- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.


Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?


Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.


Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, voces concordam o quanto são abusivas.!?!

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Obama não é o Kalel


Para aqueles que acham que Obama será o salvador da pátria e do planeta: cuidado! Não nego que há grandes esperanças nas ações de política e regulamentação do mercado financeiro (recordemos uma tradição democrata como nas gestões de Clinton). Espera-se um retorno de confinça e crescimento dos EUA bem como dos países europeus, asiáticos e o Brasil, principalmente a partir do final de 2009. Mas note, o tempo atual será de incerteza e volatilidade. Mr. President Obama certamente não pautará sua política com base no populismo e síndrome salvadora a la latino-américa. A reportagem de hoje (Valor Econômico), demonstra a cautela que certamente será a marca de Obama, pelo menos no primeiro ano de governo.




Obama inicia governo sob o signo da cautela
Ricardo Balthazar, de Washington22/01/2009

O presidente dos EUA, Barack Obama, reforçou ontem os sinais de que pretende governar com a mesma cautela que adotou na montagem de sua equipe. Timothy Geithner, novo secretário do Tesouro dos EUA: ação "dramática" no mercado de crédito
O presidente dos EUA, Barack Obama, reforçou ontem os sinais de que pretende governar com a mesma cautela que adotou na montagem de sua equipe e nos preparativos para seu governo, evitando gestos grandiloqüentes que poderiam criar embaraços depois e resistindo às pressões que tem recebido para agir rapidamente em várias frentes.
Em vez de fechar com uma canetada o campo de prisioneiros de Guantánamo logo no primeiro dia de trabalho, mandou suspender por 120 dias o julgamento de 20 acusados de terrorismo.
Também mandou congelar os salários de assessores que ganham mais de US$ 100 mil por ano e baixou normas para dar mais transparência aos atos do governo e administrar casos de conflito de interesses que surgirem em sua administração.
Sob pressão dos mercados e do Congresso para adotar novas medidas para escorar o combalido sistema bancário, Obama reuniu-se com sua equipe econômica. Mas assessores do presidente indicaram que provavelmente será preciso esperar algumas semanas para saber quais medidas serão implementadas.
Em sabatina no Senado, Tim Geithner, futuro secretário do Tesouro, disse que o governo vai agir de modo "dramático" para reavivar os mercados de crédito e fortalecer os bancos.

Sábado, 1 de Novembro de 2008

Umas das melhores análises sobre a Crise Financeira: Vídeo a la Monty Python

Depois que vi, não sabia se ria ou se chorava. Mentira. Ri de me m. Neste ponto, por mais que a gente estude, vemos que o mercado tem a variável explícita da estupidez humana.



Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Oportunidades sobre as garras do urso


Nestas épocas onde só vigora a garra do urso (bear market - mercado de baixa- pra que não entendeu o trocadilho), sagrando os grandes e pequenos investidores, achei interessante traçar algumas oportunidades com base na velha e verdadeira escola fundamentalistas. Tabalhei com alguns critérios básicos para avaliar a saúde de boas empresas e estabeleci que a compra se daria pelo múltiplo P/VP, ou seja, preço sobre valor patrimonial. Assim, temos empresas com o valor de mercado que não pagam o simples valor de patrimônio da empresa que por definição é:



O patrimônio líquido representa os valores que os sócios ou acionistas têm na empresa em um determinado momento. No balanço patrimonial, a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos e resultado de exercícios futuros na forma de reservas, representa o PL (Patrimônio Líquido), que é o valor contábil devido pela pessoa jurídica aos sócios ou acionistas, baseado no Princípio da Entidade.

Conforme disposto pela Lei nº 6.404/76, o Patrimônio Líquido é dividido em:

  • Reservas de Capital
  • Reservas de Reavaliação
  • Reservas de Lucros
  • Lucros ou Prejuízos Acumulados


Em outras palavras, é o capital imutável investido inicialmente pelos acionistas, reservas operacionais e de gestão obrigatória; e o lucro acumulado no passado.

As potencialidades de lucros e desempenhos futuros não são contabilizados, portanto, as principais variáveis para se calcular o preço justo ou intrísico da empresa não são verificados.

Bem, como exemplo, imagine que você tenha um carrinho de cachorro quente em um ponto bem lucrativo.

Valor do carrinho: 1000,00
Valor do equipamento: 300,00
Reservas para compra de insumos, impostos, aluguel do ponto, etc - 600,00
Lucro acumulado no passado e incorporado ao negócio - 400,00

Lucro gerado pelo negócio nos próximos 8 anos ajustados em valor presente - 90.000,00
Lucro gerado pelo negócio em perspectiva ad eternum em valores presentes: 100.000,00

Se temos dois sócios (2 ações)- O valor justo deste negócio seria a soma dos valores acima/2- 96.150,00

Ai você espertão diz:

- Não só pago o valor patrimonial (equivalente a 2300,00)/2 - 1650,00.

Supondo que venha uma pessoa e ofereça sociedade pagando 48075,00, assim, o mercado estaria disposto a pagar sobre o negócio em relação ao patrimônio líquido (valor equivalente ao garantido, existente, palpável) em torno de

P/PL = 48075,00/2300,00= 20,902. Se a empresa gerar 75% do lucro potencial, este camarada já levaria 50% de lucro sobre o valor investido ao longo do tempo.

O que pretendo fazer daqui pra frente. Analisar empresas que demonstram múltiplos fundamentalistas que demonstram "saúde financeira" e que tenham um P/PL menor ou igual a 1, portanto, grandes oportunidades de negócio.

Projeto lançado. Acompanhem!!!

"Grandes oportunidades ocorrem quando vigora a desilução".


Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Dinheiro no colchão.

Sem muito ânimo para análises, vou deixar esta charge que melhor traduz o momento de incerteza.


Bons investimentos (ou sei lá o quê).